Karê – Os caçadores encantados

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O nascimento de Karê vem depois da existência de Logun Edé, conta à lenda que Yemanjá admirava muito o neto pelo brilho que ele possuía Logun sempre teve uma presença muito forte e chamava atenção de todos, ao consultar Orunmilá sobre ter um filho que chamasse tanta atenção e tivesse o mesmo encanto de Logun Edé, o jogo determinou que Yemanjá devesse passar um obi na barriga e jogar no rio. Sendo assim, Yemanjá passa o obi e joga na água, mas ao jogar o obi bate em uma pedra e se divide, a parte feminina do obi cai na água e a parte masculina do obi cai sobre a terra gerando um casal de gêmeos a Yemanjá. A menina por ter vindo do Nibú Odó – Fundo do Rio, foi associada à filha que Yemanjá já tinha (Osun foi à primeira filha mulher de Yemanjá), e o menino foi associado à Oxossí devido ser um caçador. Continuar lendo

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Oxóssi, o Filho da Feiticeira

 

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Das duzentas e uma Iyami haviam três especiais, eram três irmãs Iyami Mepere,           Bokolo e Bangbá.
As três fizeram um juramento de nunca engravidar, porém Bangbá não cumpriu essa promessa e deu a luz a filhos sendo que um destes era especial, chamado de Osotokansoso, o arqueiro de uma só flecha.
Bangbá era a Iyami da árvore jaqueira denominada de Iyami Apaoká.
Um dia o Ooní de Ifé Oduduwa fez uma grande festa para celebrar a colheita de inhames novos e convidou a todos de todos os reinos para a celebração, todos menos as Iyami, ele não deu oferendas e excluiu as Iyami, sem nem sequer lembrar elas.
As duzentas e uma Iyami se revoltaram! Elas eram Eleye, senhora dos pássaros e então um pássaro elas enviaram para que ele destruísse o palácio de Oduduwa.
Elas então ordenaram: “PÁSSARO ORÚRO DESTRUA IFÉ!”
E o pássaro Oruro pousou no telhado do palácio de Ilê Ifé deixando Oduduwa desesperado! Continuar lendo

Airá um Orixá único.

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Airá é um Orixá da família do raio, mas pode também ser relacionado ao vento, seu nome pode ser traduzido como redemoinho, sendo o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Nigeriano. Seu templo fica em Savé uma cidade no Benim que é conhecida por ser local de muitas rochas.  O surgimento do culto a Airá antecede ao de Xangô, seu culto migrou de Savé para Oyó e de Oyó para Ketu.  Airá foi incorporado a família de Xangô, é tido como Orixá velho, veste-se de branco, usa contas brancas rajadas de marrom intercaladas com seguí e acompanha Oxolufon, Airá não usa coroa, mas um eketé branco. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê, nem com sal e sim com banha de ori africana. Comeria quiabos, assim como Xangô. Conhecido no Brasil como uma qualidade de Xangô, porém, na verdade foi incorporado ao panteão do fogo, mas seu verdadeiro culto é independente, Airá é um Orixá único,  ele não usa coroa e sim um capacete e seu simbolo é uma chave, usa uma lança como simbolo de respeito,impondo-se mesmo depois da chegada de Xangô.

Airá é tido como Ebora, ou seja, Orixá que povoou a terra logo após a sua criação, para alguns historiadores, seria Xangô ancestral, daí sua grande ligação com Oxalá. Airá está intimamente ligado às cantigas da roda de Xangô, assim, se junta à família e formam os 12 Xangôs cultuados e reverenciados. Continuar lendo

Instrumentos e Ritmos no Candomblé

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Os Atabaques são os principais instrumentos usados em todos rituais do Candomblé de Jeje, Ketu, Efan, Egbá e Angola.

São de origem africana, e tem sua tradução baseada no glossário luso-asiático de Delgado, e originou-se das variantes populares, decorrentes de tambque, atabque e atabaque.

Os atabaques no candomblé são objetos sagrados e fazem parte do Axé, e são usados unicamente nas dependências do terreiro, não saem para a rua como os que são usados nos Afoxés, estes são preparados exclusivamente para esse fim.

Os couros dos atabaques são dos animais que são oferecidos aos Orixás, independente do ritual que é feito para consagração dos mesmos, os couros podem ser comprados e passaram também pelo ritual de osé e só então é que poderão ser usados no terreiro. O encouramento e tratamento do couro são de responsabilidade dos Ògás, assim como a confecção dos atabaques que podem ser encomendados em pequenas fábricas especializadas ou em comprados prontos em lojas ligadas à religião. Continuar lendo

Ogan no candomblé Ketu

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Ogá (Ogan) é escolhido pelo Orixá do zelador de uma Casa de Candomblé para diversas funções dentro do Àse, primeiramente é suspenso, para depois ser confirmado. Ogá não incorpora, não entra em transe, ele é escolhido justamente por estar sempre lúcido e cumprir diversas funções que são importantíssimas dentro de toda liturgia.

O Ogá, não é apenas um tocador de atabaque (ilús), a função do Ogá em uma casa de Àse abrange muito mais que somente as cantigas nos terreiros. Os Ògás promovem a segurança da Casa, contribuindo com o zelo dos Òrìsàs, eles também zelam pelo Ilé Àse. O Ogá, ao chegar à Casa de Candomblé, após se purificar com o banho de agbò, se vestirem adequadamente e, saudar seu Àse, seu zelador e todos da Casa, buscar realizar suas funções e se colocar à disposição. Continuar lendo