Sobre Ilé Àse Òsòlúfón-Íwìn

Casa de candomblé Ketu/Nagô

Abertura oficial da Casa de Candomblé do Ilé Àse Ògún Aláàgbèdé

O Bàgbálòrisá do Ilé Àṣe Òṣòlúfón-Íwìn Fernando D’Òsògìyán, tem o prazer de convidá-lo para a abertura oficial da Casa de Candomblé Ketu/Nagô, o Ilé Àse Ògún Aláàgbèdé de seu filho Fernando Perrotti D’Ògún com a cerimônia de Orukó do primeiro barco de Ìyáwo.

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Dia dos cablocos

2 de julho dia da independencia da Bahia e dia dos caboclos.                                                                               Na Bahia, se algo vai mal, o conselho que se dá, quando parece não haver outra solução, é “chorar no pé do caboclo”.

Tal expressão de uso corrente no jargão popular baiano é uma referência às preces, pedidos e promessas que são feitos na base do monumento do Campo Grande ou deixados na forma de cartas e bilhetes aos pés das imagens do caboclo e da cabocla nos carros emblemáticos do desfile do 2 de julho.

Na data em que se comemora a independência da Bahia, é para eles que os tambores tocam nos terreiros de candomblé. Nas tradições religiosas afro-brasileiras, os caboclos são reverenciados como seres encantados, afinal, já estavam aqui, eram os donos da terra, quando os africanos chegaram ao Brasil trazendo consigo os seus orixás.

Créditos: batuque do meu lugar

Karê – Os caçadores encantados

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O nascimento de Karê vem depois da existência de Logun Edé, conta à lenda que Yemanjá admirava muito o neto pelo brilho que ele possuía Logun sempre teve uma presença muito forte e chamava atenção de todos, ao consultar Orunmilá sobre ter um filho que chamasse tanta atenção e tivesse o mesmo encanto de Logun Edé, o jogo determinou que Yemanjá devesse passar um obi na barriga e jogar no rio. Sendo assim, Yemanjá passa o obi e joga na água, mas ao jogar o obi bate em uma pedra e se divide, a parte feminina do obi cai na água e a parte masculina do obi cai sobre a terra gerando um casal de gêmeos a Yemanjá. A menina por ter vindo do Nibú Odó – Fundo do Rio, foi associada à filha que Yemanjá já tinha (Osun foi à primeira filha mulher de Yemanjá), e o menino foi associado à Oxossí devido ser um caçador. Continuar lendo

Oxóssi, o Filho da Feiticeira

 

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Das duzentas e uma Iyami haviam três especiais, eram três irmãs Iyami Mepere,           Bokolo e Bangbá.
As três fizeram um juramento de nunca engravidar, porém Bangbá não cumpriu essa promessa e deu a luz a filhos sendo que um destes era especial, chamado de Osotokansoso, o arqueiro de uma só flecha.
Bangbá era a Iyami da árvore jaqueira denominada de Iyami Apaoká.
Um dia o Ooní de Ifé Oduduwa fez uma grande festa para celebrar a colheita de inhames novos e convidou a todos de todos os reinos para a celebração, todos menos as Iyami, ele não deu oferendas e excluiu as Iyami, sem nem sequer lembrar elas.
As duzentas e uma Iyami se revoltaram! Elas eram Eleye, senhora dos pássaros e então um pássaro elas enviaram para que ele destruísse o palácio de Oduduwa.
Elas então ordenaram: “PÁSSARO ORÚRO DESTRUA IFÉ!”
E o pássaro Oruro pousou no telhado do palácio de Ilê Ifé deixando Oduduwa desesperado! Continuar lendo

As Roupas no Candomblé Ketu/Nagô

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Já escrito este artigo de várias formas, mas sem perder a integridade, no que se refere sobre o vestuário do Candomblé, assim como dos nossos Orisás, vamos aqui, esclarecer alguns pontos da nossa Cultura, e como ela foi passada, ao longo de mais de um século de tradição.

Devemos estar atentos às hierarquias destes vestuários do Candomblé, pois muitos participantes, estão ultrapassando estes, por falta de orientação ou de conhecimento de um todo. Não podemos ignorar as tradições centenárias, de uma Religião milenar, e principalmente, a essência de cada Orisá.

Vamos apontar algumas violações que comprometem esta tradição no Candomblé, deixando assim, descaracterizado a forma de estarmos vestidos de forma correta. Continuar lendo